Viajei no tempo te disse
Voltei mais ácido que nunca
Esse negócio de ser azedo ou doce
É coisa pra docinho de segunda
O galho secou e quebrou na marquise
Que triste doutor mas vou me indispor
Vivendo em tempos de crise
A febre é ganhar no grito teu amor
Vou gritar sou trabalhador!
O que é que tu foi fazer meu irmão?
Tu era pra tá do meu lado
Não do lado de ladrão
Nessa vida mambembe
Faça o que for preciso
Se teu chão desabar
É só retocar o piso
Tá enganada meu bem
O que você pensa que tem?
Me confundiu novamente
Nota de dez não é de cem
Quem é pequeno, magrelo ou fracote
Chega a tomar muito capote
Espera crescer
Pra dar muito pinote
Vai lamber sabão meu irmão
Eu não sou teu cunhado não
Casa de sogra é sagrado
Não tem pinico no chão
Ser mineiro é triste demais
Vou comer curado em Minas Gerais
Mas pretendo ficar quieto
Tô longe da fama de ser descoberto
Desde o dia em que ela me deixou
Doeu que você nem imagina
Curei desse vírus doutor
É pior do que gripe suína
A casa caiu
Perdia a patroa e a grana dividiu
Agora é chorar
Pegar o dinheiro e comprar um fuzil
Se eu não fosse homem não
Ia querer ter um caso com o Adão
A Eva com a maça
E eu com a cobra na mão
Tomei uma providência
Se ficar em São Paulo vou a falência
Na capital do capital
A conta vem com muito sal
É pra padaria
Que eu levo farinha pra minha tia
Às seis horas da manhã
Melhor que delegacia
Anote doutor
Tua barriga tá um horror
Se você não se cuidar
Tua esposa vira meu amor
Chouriço é feito de sangue
E jiló de beringela
De quiabo não gosto também
Pra depois não ficar banguela
Sarney quer entregar
Brincar no congresso pode dar cana
Pensou que está no altar
Pra casar com a Mãe Joana
Meu amigo se liga
Agora eu preciso ir embora
A falsidade vai chorar
A saudade não vê a hora
Quando ligo a TV
É tragédia e reclame
Trabalhar nessa pinóia
Não precisa fazer exame
Minha Jurema
Não faz aquela mistura
Guarda pra outro dia
Nós vamos poder ter fartura
Se você é homem
Mata o boi e come
Pense na carne seu animal
Veja aquilo que consome